Every new beginning comes from some other beginnings end

Eu sempre encarei a vida como uma sucessão de acontecimentos antecedendo algo maior…
E sabe do que mais…a vida e só isso mesmo…uma serie de pequenas coisas sem grande relevância
Eu recomeco a escrever um dia ante de viajar, não e uma nova era…só um novo evento…pequeno…
A vida e complicada, as pessoas mais complicadas ainda…desisto hoje de entender o mundo neste meu pequeno pacto silencioso… Num jejum ao contrario…e passo a viver de migalhas dos grandes dias, sombras das grandes esperanças e restos dos grandes acontecimentos que nunca virão …

FIM DE UMA ERA.

Os amigos voltam….

Sabe que eu estava quase convencido, pelas palavras duras de outros, que amigos vão embora.
Eu achei que tinha perdido vários amigos e hoje eu descobri o contrário. Eu reganhei alguns amigos que estavam bem distantes do meu dia-a-dia. Foram várias coisas: Compromissos profissionais, saudades, lembranças, encontros casuais, repatriação…tudo me cercou e me fez feliz. Com as lembranças de todos, eu consegui descobrir um pouco do Carlos atual.
Amigos voltam sim! Amigos são eternos, porra!

Carlos Vidigal

Desses sentimentos que me tomam…

De um acordo simples uma confusão de alma sólida e transparente, toma forma.
Eu estou falando disso que percorre em forma de agonia e que me faz entortar meu pescoço e meus braços tremerem. Quando acalma me deixa perplexo diante da visão pouco profunda. Só ouço aquelas palavras que saem de uma memória qualquer. Sangue que escorre sem pedir permissão. Seria mais fácil pintar isso. Ou tocar isso. Mas eu não quero. Quero confundir as minhas próprias leituras. Pra quando eu me ler, não saber exatamente o que queria dizer sobre mim mesmo. Melhor que a memória que uma foto nos traz. Não existe muita coisa no viver que não seja aquilo que falamos. Eu queria dizer tudo pra todos. Tudo o que eu penso. Abrir feito açougueiro, o peito frágil. A voz de um deus único que vive em mim. O deus que eu sou.

Carlos Vidigal

Jogo dos dias

Calendário
juntando poeira
ao lado do armário

#mini-conto: Ele era o tempo

Passando em tic-tacs, ouvia o relógio do presente cedendo espaço, relutante, para o passado, ali passando…ele era seu próprio tempo, mas perdia tempo demais…

Minha calma e monótona rotina ou ironia (para os analfabetos funcionais)

Segunda-feira: acordar ir trabalhar aula de bateria natação hidroginástica família cama
Terça-feira: acordar ir trabalhar pós-graduação cama
Quarta-feira: acordar ir trabalhar pós-graduação cama
Quinta-feria: acordar ir trabalhar esperar mulher fazer hidroginástica casa cama
Sexta-feira: acordar ir trabalhar aula de violão ir trabalhar casa família cama.

Nesse meio tem os deslocamentos que são muitos e demorados porém sem trânsito tem idas ao supermercado às 23:00h da terça e quarta ida aos bancos retirar e depositar dinheiro ida ao pet shop para comprar ração nos sábados vou pra qualquer canto da cidade pra comprar alguma coisa que falta pra casa ou fico em casa fazendo trabalho da pós de quinze em quinze dias por enquanto tenho ensaio com a banda estou com um cliente na minha consultoria e estou aceitando traduções para fazer não falo e não vejo meus amigos faz tempo e pra ser bem sincero minha cabeça está tão cheia de coisas que eu nem tenho tempo de lembrar. Não tenho tempo pra colocar vírgulas.

Carlos Vidigal

#mini-conto: Era tudo mentira

Ele acreditava em paz, amor e alegria…em boa-vontade, felicidade espontânea e que tudo valia a pena…e quando dobrou uma esquina da vida…uma placa dessas de trânsito qualquer indicava…

Era tudo mentira…

Relações humanas

Os grandes problemas do mundo, na maioria dos casos, seriam resolvidos se fosse possível o convívio pacífico entre as pessoas…mas como fica exemplificado pelo meu caríssimo Carlos no post abaixo…nem laços de sangue garantem boas relações entre as pessoas…

Eu não falo, há mais de 9 anos, com metade dos parentes que tenho, por uma briga de família…sabe…eu nem sinto falta deles…

Dia das mães

Ontem eu passei um dia das mães sem minha mãe. Isso porque nem toda mãe é como aquela imagem legal que vemos nos banners na praça de alimentação dos shoppings nessa época do ano. Esse é mais um dos feriados que aparentemente devemos engolir os orgulhos e as mágoas e sair de casa pra gastar dinheiro em nome do convívio harmonioso. Eu não fiz isso. E não vou fazer mais. Não existe convívio harmonioso com minha mãe. Ela não sabe o que é isso. A gente sabe conviver por um tempo, mas depois vira um inferno tão profundo que a alma mais pecadora se arrependeria. Somente à distância tem esse efeito “dia das mães” sobre a gente. Foi assim no passado. E eu me atentei para uma coisa. Ela se acostumou a viver longe de mim. Porque foi assim desde que nasci. Eu só fui morar com minha mãe quando tinha 13 anos. E fui morar sozinho com 24. A gente só tem 11 anos de convívio. Esse foi o tempo que ela levou pra aprender como eu sou. E depois daí, passou a se afastar de mim da forma mais covarde que existe: sendo impertinente, intrometida e egoísta. Faltou-lhe sinceridade. Nem a culpo porque no fundo ela está certa. A gente não tem afinidade e não precisamos conviver pra manter as aparências. O meu dia das mães foi voltado praquela que é a mãe da minha filha. Porque ela é o oposto da minha. E se eu puder manter isso pra que minha filha saiba como é ter uma mãe de banner de dia das mães, eu vou manter. Mas sempre lembrando-a que essa mãe também é humana e por isso imperfeita.

Carlos Vidigal

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